Porque hoje é Sábado – Roberto Bolaño

caligramabolanoNão tinha programado repetir Roberto Bolaño tão pouco tempo depois do primeiro PQHES com um de seus poemas, mas, como hoje completam-se quatorze anos de sua morte, foi inevitável postar novamente um poema do chileno.

Bolaño foi um homem de personalidade forte e vida errática e sua morte contribuiu imensamente para a criação do mito. Seu baú continua produzindo textos (resenhei seu último lançamento aqui) e tanto obra quanto vida se veem sob constante análise. Morreu na Espanha (onde vivia desde fins dos anos setenta) de uma grave insuficiência hepática. Estava na lista de transplantes, mas não resistiu. Em uma das homenagens feitas ao amigo, Nicanor Parra escreveu que “le debemos um hígado a Bolaño”.

Mitos à parte, Roberto era excepcional escritor e sempre vale um post com seus poemas. Para este PQHES escolhi mais um do La Universidad Desconocida. Mi carrera literária abre o livro e é um dos muitos textos até então inéditos encontrados no “Baú do Roberto”. Achei importante contextualizar o poema e, portanto, o posto vem acompanhado da nota dos herdeiros.

Porque Hoje é Sábado e porque um poeta morreu, Roberto Bolaño.

NOTA DE LOS HEREDEROS DEL AUTOR

La decisión de publicar La Universidad Desconocida responde al profundo respeto que nos produce el amor que Roberto sentía por su poesia y al hecho de comprovar, al ordenar sus archivos, que se trata de um volumen cerrado – com índice y nota aclaratoria de las fechas y procedencias de sus poemas – dispuesto por Roberto para ser editado.

La presente edición corresponde con exactitud al manuscrito encontrado (tan sólo con algunas correcciones mínimas sacadas de su ordenador). El propio Roberto lo fecha en el año 1993. Fueron años de trabajo y de lucha, pero por encima de todo de escritura:

Mi Carrera Literaria

Roberto Bolaño

Rechazos de Anagrama, Gijalbo, Planeta, con toda seguridad

también de Alfaguara, Mondadori. Un no de Muchnik,

Seix Barral, Destino… Todas las editoriales… Todos los

            lectores…

Todos los gerentes de ventas…

Bajo el puente, mientras llueve, una oportunidad de oro

para verme a mí mismo

como una culebra en el Polo Norte, pero escribiendo.

Escribiendo poesía en el país de los imbéciles.

Escribiendo con mi hijo en las rodillas.

Escribiendo hasta que cae la noche

con un estruendo de los mil demonios.

Los demonios que han de llevarme al infierno,

pero escribiendo.

Octubre de 1990

Poema inédito que forma parte de un cuaderno que contiene algunos de los poemas incorporados en La Universidad Desconocida)

CAROLINA LÓPEZ,

En representación de los herederos del autor


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